A crise do cacau, que se agravou no final de 2023 e persiste dois anos depois, tem gerado muita tensão entre produtores, fabricantes e consumidores de chocolate em todo o mundo.
Os últimos levantamentos demonstram que o preço da matéria-prima chegou a quase triplicar em poucos meses.
Diante disso, a pressão por eficiência e inovação nunca foi tão alta. O sucesso depende de uma nova forma de pensar formulações, rastreabilidade e gestão de custos.
Fabricantes enfrentam um desafio inédito: manter a qualidade e o apelo sensorial dos produtos sem comprometer a rentabilidade.
É possível. Isso depende do uso de ingredientes alternativos e de parceiros qualificados. Leia o artigo e saiba mais.
Entendendo a crise: o que está por trás da alta dos preços?
Nos últimos dois anos, a escalada dos preços do cacau provocou uma das maiores crises da história recente do setor alimentício.
Segundo reportagem da Globo Rural, a crise na oferta da amêndoa atingiu seu ápice em dezembro de 2024, com o recorde de US$ 12.565 mil a tonelada na bolsa de Nova York.
As razões dessa alta são variadas. A Global Trade Intelligence apresenta as principais:
- Problemas climáticos nas principais regiões produtoras da África Ocidental, detentora de 70% da produção mundial;
- Surtos de doenças em cacaueiros;
- Baixos preços e ciclos de mercado;
- Desafios com questões sociais e ambientais;
- Restrições logísticas.
O resultado é uma volatilidade sem precedentes, que compromete o planejamento financeiro e a previsibilidade das empresas.
O impacto é sentido em toda a cadeia, desde as linhas de produção até o ponto de venda, resultando em:
- Chocolates mais caros;
- Redução de portfólios;
- Margens apertadas.
E o desafio não é apenas conjuntural. Especialistas apontam que os efeitos da crise devem se estender até 2026, exigindo uma revisão completa dos modelos de precificação e estrutura de custos.
Até mesmo instrumentos tradicionais de proteção, como o hedge em contratos futuros, se tornaram arriscados e insuficientes diante da instabilidade.
Cabe às empresas elaborarem um movimento de reengenharia operacional profunda: um redesenho de processos e formulações que permita enfrentar o novo cenário com resiliência, domínio técnico e competitividade.
E para as indústrias? O desafio é equilibrar custo, qualidade e inovação

Reduzir gastos sem comprometer a performance dos produtos e acompanhar as tendências de consumo deve ser o foco da indústria de alimentos. Afinal, o momento atual é de, acima de tudo, tomar decisões estratégicas.
A indústria de chocolate precisa equilibrar três variáveis cruciais:
- Custo de produção, cada vez mais pressionado pela alta do preço do cacau;
- Manutenção da qualidade sensorial. O consumidor final não está disposto a renunciar ao sabor e à textura;
- Inovação, essencial para se diferenciar num mercado competitivo e sensível a preços.
Este cenário está de acordo com uma pesquisa da Future Consumer Index, citada pela Exame. Segundo ela, 71% dos brasileiros pretendem prestar mais atenção ao impacto ambiental de seu consumo.
Isso mostra que o mercado está atento à saudabilidade, sustentabilidade e custo-benefício. As empresas que reformulam seus produtos com inteligência terão uma vantagem expressiva.
O desafio, portanto, é encontrar parceiros e ingredientes que permitam reduzir custos sem perder identidade e qualidade.
Otimização de formulações: como reduzir custos sem perder qualidade
Em um cenário de preços voláteis, a otimização de formulações é ideal para manter competitividade sem perder saudabilidade.
A proposta é simples: reavaliar a proporção e a funcionalidade dos ingredientes, substituindo insumos caros, como o cacau, por alternativas tecnológicas que preservem a experiência sensorial e ampliem o valor nutricional.
É nesse contexto que a Cisbra tem excelentes soluções, caso da farinha de soja inativada.
Essa é uma opção versátil que pode contribuir significativamente com a redução de custos e otimização de processos produtivos.
Com propriedades que proporcionam corpo, textura e estabilidade, a farinha de soja inativada permite diminuir a proporção de cacau sem alterar a consistência ou o sabor final do produto.
Além disso, oferece ganhos adicionais de valor proteico e teor de fibras, alinhando-se à crescente demanda por chocolates com apelo nutricional e sustentável.
Seus principais diferenciais são:
- Emulsificação superior;
- Retenção de umidade e melhor textura;
- Redução da necessidade de adição de açúcar;
- Estabilidade e shelf-life.
Essa combinação é o que torna a reformulação um caminho estratégico. Você está, ao mesmo tempo, contendo gastos e reposicionando produtos diante das novas exigências do consumidor.
Já para equipes de P&D, trata-se de uma oportunidade de explorar novas categorias, caso das proteínas vegetais ou versões “clean label”.
Rastreabilidade e sustentabilidade: diferenciais competitivos essenciais

Enquanto a crise do cacau desafia o uso do chocolate industrial, a pressão regulatória também aumenta, exigindo atenção redobrada do mercado.
A entrada em vigor da Regulamentação Europeia sobre Desmatamento (EUDR), que exige acompanhamento total da cadeia de suprimentos, eleva o nível de exigência sobre fornecedores e fabricantes.
Nesse cenário, a rastreabilidade é um ativo estratégico. Investir nela é atender a legislações, construir credibilidade e ter acesso a mercados internacionais.
Empresas que comprovam a origem sustentável de seus ingredientes ganham vantagem competitiva, especialmente junto a marcas globais e consumidores atentos ao impacto socioambiental dos produtos.
Atenta a isso, a Cisbra, por meio do Programa TOP Cisbra, já atua com um robusto sistema de rastreabilidade na cadeia produtiva, assegurando transparência e controle de origem em todas as etapas do processo.
Essa cultura de conformidade e qualidade oferece às indústrias uma camada adicional de segurança, essencial em um momento em que o compliance se tornou critério de permanência no mercado.
Ao escolher ingredientes Cisbra, a indústria não apenas otimiza custos e processos, mas também se alinha às práticas de sustentabilidade e rastreabilidade que definirão os próximos anos do setor.
O futuro do chocolate industrial começa com decisões estratégicas
A crise do cacau é um desafio, mas é também um ponto de virada para o chocolate industrial.
Mais do que uma alta de preços, ela representa um convite à transformação, desde a forma de produzir até a escolha dos parceiros.
As empresas que conseguirem combinar eficiência, inovação e sustentabilidade estarão à frente na corrida pela rentabilidade e preferência do consumidor.
E esse futuro começa agora, com a adoção de soluções que conciliam desempenho técnico, controle operacional e conformidade global.
O melhor ponto de partida é conhecer o portfólio completo da Cisbra e ver como os grãos, farinhas integrais e flocos podem impulsionar a competitividade.
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